SP realiza “Dia D” de vacinação contra o sarampo no sábado (22)

Mais de 1,5 mil postos estarão abertos em 194 cidades; objetivo é alcançar pessoas com idade de 6 meses a 49 anos para reforçar a proteção contra a doença

Por Redação 21/08/2020 - 20:53 hs
Foto: DIVULGAÇÃO

Neste sábado (22) acontece o “Dia D” de vacinação contra sarampo no estado, com 1.502 postos de saúde abertos das 8h às 17h para ampliar a adesão da população.

A participação dos municípios nesta data é facultativa, uma vez que os municípios definiram seus próprios cronogramas e estratégias de acordo com as especificidades de cada local. No dia 22, 194 cidades participarão desta iniciativa. (consulte endereços na tabela anexa)

O “Dia D” faz parte da intensificação de vacinação que começou em 15 de julho e vai até 31 de agosto. As doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, estão sendo aplicadas em pessoas com idade entre 6 meses a 29 anos que ainda não tomaram as duas doses previstas no calendário nacional de imunização. Além disso, também são vacinados os adultos de 30 a 49 anos de forma indiscriminada, ou seja: quem está nessa faixa etária de receber a vacina mesmo que já tenha as doses completas na carteirinha. (confira dados de cobertura vacinal abaixo)

“O comparecimento aos postos e a atualização da carteira vacinal é fundamental para proteger contra o sarampo, doença que está circulando no território. A vacina é segura e ir a uma unidade de saúde também, pois todos estão trabalhando com protocolos de prevenção contra a COVID-19”, explica a diretora de imunização, Nubia Araujo. É fundamental que as respeitem a organização dos serviços para evitar aglomerações.

O calendário nacional de vacinação prevê, na rotina dos postos, a aplicação da tríplice aos 12 meses (dose 1) e também aos 15 meses (dose 2) para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Além disso, há a “dose zero” para os bebês com seis meses ou mais.

O Programa Estadual de Imunizações estabelece que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 60 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas que nasceram a partir de 1960, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus no passado, possuindo imunidade por toda a vida. Portanto, não há recomendação para este público na diretriz do Ministério da Saúde. 

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses, bem como para pessoas imunodeprimidas e gestantes. 

As salas de vacinação estão orientadas a fazer triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente. 

“As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada sobre esta ou qualquer outra doença devem procurar o posto mais próximo, de preferência com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de atualização e aplicação de novas doses ou de reforço vacinal”, complementa a diretora.

Balanços

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação de doenças. Em 2020, até 13 de agosto, foram registrados 701 casos confirmados e um óbito, de uma criança na cidade de São Paulo. Em 2019, foram 17.676 casos e 14 mortes.

As faixas etárias mais acometidas são a dos adultos jovens de 20 a 29 anos (26,8%), crianças menores de um ano (22,9%) e adolescentes de 15 a 19 anos de idade (15,6%).    

Quanto à vacinação, a cobertura atual é de 78,7% para a dose 1 e de 56,7% para a dose 2 na rotina. De 306 mil crianças, 240,7 mil receberam a primeira e 173,5 mil a segunda.

Já na intensificação que começou na segunda quinzena de julho, na faixa de 6 meses a 29 anos compareceram 648,3 mil pessoas aos postos. Destas, foi necessário atualizar a carteira de 356,7 mil, o que significa que a cada dez pessoas, pelo menos cinco precisaram completar as doses. Já entre os 12,6 milhões de adultos de SP na faixa de 30 a 49 anos, apenas 591,6 mil (4,7%) compareceram aos postos e reforçaram a proteção.