Na terça-feira, 13 de setembro, um ato realizado nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) gerou indignação ao ofender a memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Os participantes, apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro, proferiram ofensas que desrespeitaram a figura pública e ativista dos direitos humanos.
Contexto do Ato e Restrições na PUC-Rio
O evento ocorreu um dia após a PUC-Rio anunciar a proibição de manifestações político-partidárias na instituição até o final das eleições. Essa decisão visou garantir um ambiente neutro durante o período eleitoral, mas não impediu que os bolsonaristas utilizassem a ocasião para desferir ataques verbais à figura de Marielle Franco, que se destacou por sua luta em defesa dos direitos humanos.
Ofensas e Reações Durante o Ato
Em vídeos que se espalharam pelas redes sociais, os manifestantes fizeram piadas de mau gosto sobre o assassinato de Marielle. Um deles, utilizando um carro de som, declarou: 'Marielle está com papai do céu', complementando com a provocação 'ou no colo do capeta'. Essa incitação ao deboche gerou uma resposta imediata dos apoiadores de Lula, que entoaram gritos de 'Marielle, presente', reafirmando a memória da vereadora.
Repercussão nas Redes Sociais
A filha de Marielle, Luyara Franco, manifestou sua indignação em um vídeo nas redes sociais. Ela enfatizou que zombar do assassinato da mãe não é uma questão de opinião, mas sim um ato de violência política. Luyara destacou que transformar a morte da mãe em um motivo de deboche desrespeita não apenas sua história, mas também a luta de muitos que ainda clamam por justiça.
A Importância de Marielle Franco e Seu Legado
Marielle Franco foi uma figura emblemática na luta pelos direitos humanos, com formação em Ciências Sociais pela PUC-Rio e mestrado em Administração Pública. Sua trajetória como parlamentar foi marcada pela defesa dos direitos das minorias e pela busca de um Brasil mais justo. Luyara ressaltou a profundidade do pensamento de sua mãe e sua dedicação em trabalhar pela transformação social.
Apoio da Família e da Comunidade
A irmã de Marielle, Anielle Franco, que é deputada federal, também expressou seu apoio aos estudantes que se manifestaram em defesa de Lula. Em sua declaração nas redes sociais, Anielle relembrou que tanto ela quanto a irmã têm laços com a PUC-Rio, e reafirmou a importância da resistência diante de ataques à memória de Marielle.
O Assassinato de Marielle Franco
O crime que tirou a vida de Marielle Franco ocorreu em março de 2018, quando ela e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros após deixarem um evento no centro do Rio de Janeiro. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024 como os assassinos confessos do crime. Além deles, outros envolvidos, como Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa, também enfrentaram condenações por suas ligações com o caso.
Conclusão
O ato realizado por bolsonaristas no Rio de Janeiro não apenas ofendeu a memória de Marielle Franco, mas também evidenciou a polarização política que permeia o país. A luta por justiça e pela preservação da memória de Marielle continua, e seus familiares e apoiadores permanecem firmes na defesa de seus ideais e na busca por um Brasil mais igualitário.
