Na noite de quinta-feira, 8 de novembro, a Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), localizada em São Jerônimo da Serra, Paraná, foi alvo de um ataque violento que incluiu o uso de artefatos explosivos. A informação foi confirmada por representantes da Funai e do Ministério dos Povos Indígenas, que expressaram sua indignação com o ocorrido.
Contexto da Ocorrência
A UTL está situada na Terra Indígena de São Jerônimo, habitat de aproximadamente 670 indivíduos pertencentes a três etnias: Guarani Ñandeva, Kaingang e Xetá. Este ataque não apenas afeta a infraestrutura da Funai, mas também gera um clima de insegurança entre as comunidades indígenas que dependem da proteção e apoio da instituição.
Consequências e Reações
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os danos causados, incluindo janelas quebradas e vidro espalhado pelo chão. Embora não tenham sido registradas vítimas, o ataque gerou um forte impacto psicológico na população local e nos servidores da Funai. Um boletim de ocorrência foi registrado e as autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foram acionadas para investigar o caso.
Posição do Governo e da Funai
Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai reforçaram seu compromisso com a proteção dos direitos dos povos indígenas. "O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação e não aceitará qualquer tipo de violência", afirmaram, destacando a importância de identificar e punir os responsáveis pelo ato criminoso.
Indignação da Presidenta da Funai
Lucia Alberta Baré, presidenta da Funai, expressou sua indignação em um vídeo nas redes sociais, classificando a depredação da unidade como um ato inadmissível. Ela destacou que a violência contra prédios públicos representa uma ameaça aos direitos dos povos indígenas e às demarcações de suas terras. Baré também enfatizou que, apesar de não haver feridos, o episódio deixou a comunidade e os funcionários da Funai em um estado de grande apreensão.
Conclusão
O ataque à Unidade Técnica Local da Funai em São Jerônimo da Serra é um reflexo das tensões enfrentadas pelos povos indígenas no Brasil. O incidente não apenas compromete a segurança da infraestrutura pública, mas também acentua o medo entre as comunidades que dependem do apoio governamental para garantir seus direitos. A resposta firme das autoridades é crucial para assegurar que tais atos não fiquem impunes e para restaurar a confiança nas instituições responsáveis pela proteção dos direitos indígenas.
