O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% em março, comparado ao mês anterior, refletindo a desvalorização do dólar. Este aumento, que representa a terceira alta consecutiva do setor, permitiu que o comércio alcançasse seu maior nível histórico até o momento.
Comparativo Anual e Acumulado
Em relação a março do ano passado, o setor apresentou um avanço de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 1,8%, reforçando a tendência positiva observada em meses anteriores. Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem um cenário otimista para o comércio nacional.
Desempenho Mensal do Comércio
A Pesquisa Mensal de Comércio, publicada em 13 de abril, detalha a variação do setor nos últimos meses, incluindo um crescimento de 0,5% em outubro, 1% em novembro, uma leve queda de 0,3% em dezembro, seguido por altas de 0,5% em janeiro e 0,7% em fevereiro, até o atual 0,5% em março.
Setores em Alta e Baixa
De acordo com os dados do IBGE, cinco dos oito grupos de atividades analisadas apresentaram crescimento em março. Destaque para a categoria de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que subiu 5,7%, impulsionada pela redução do dólar, que fez com que produtos importados se tornassem mais acessíveis.
Impactos do Dólar no Comércio
O valor médio do dólar em março foi de R$ 5,23, uma queda em relação aos R$ 5,75 registrados no ano anterior. Cristiano Santos, analista da pesquisa, observa que as empresas aproveitaram a oportunidade para aumentar estoques e, em seguida, realizar promoções, especialmente no segmento de equipamentos de informática.
Setor de Combustíveis e Supermercados
O setor de combustíveis e lubrificantes também teve um desempenho positivo, com um aumento de 2,9%, mesmo diante do aumento nos preços provocados por conflitos no Oriente Médio. A demanda, segundo Santos, se manteve firme, resultando em um crescimento de 11,4% nas receitas desse segmento.
Desafios para Supermercados
Por outro lado, a atividade de hiper e supermercados, que representa mais da metade do comércio, registrou uma queda de 1,4%. Essa retração pode ser atribuída aos efeitos da inflação, que afetou o poder de compra dos consumidores. No entanto, é importante destacar que esse resultado negativo não indica uma tendência de queda, pois o setor já havia registrado crescimento em meses anteriores.
Comércio Varejista Ampliado
No contexto do comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado e produtos alimentícios, houve um aumento de 0,3% de fevereiro para março. Esse segmento também mostrou um crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses, sugerindo uma recuperação gradual da atividade econômica.
Conclusão
O cenário do comércio brasileiro em março é um reflexo de diversos fatores, incluindo a desvalorização do dólar e as variações nos preços. Apesar de alguns segmentos enfrentarem desafios, a tendência de crescimento observada nos últimos meses aponta para uma recuperação positiva do setor, com expectativa de continuidade desse movimento nos próximos meses.
