STF Decide Tornar Réus Acusados de Obstrução no Caso Marielle Franco

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou uma decisão importante na manhã desta quinta-feira (21), ao formar uma maioria que permitirá que três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro sejam processados. Eles estão sendo investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Votação e Acusações

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Cristiano Zanin e Flávio Dino já se manifestaram favoravelmente à abertura de uma nova ação penal. A decisão final depende ainda do voto da ministra Cármen Lúcia, que tem até esta sexta-feira (22) para se pronunciar na sessão virtual. Os acusados incluem Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do estado, que já havia sido condenado a 18 anos de prisão em fevereiro por suas ações que comprometeram as investigações.

Denúncias da Procuradoria-Geral da República

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus são acusados de diversos crimes, incluindo a manipulação de provas, a incriminação de inocentes e o uso de testemunhas falsas. A denúncia ressalta que essas ações foram realizadas com o objetivo de garantir a impunidade dos verdadeiros mandantes e executores do assassinato de Marielle e Anderson.

Condenações Anteriores

Recentemente, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, envolvidos no caso, foram condenados a 76 anos e três meses de prisão por sua participação no planejamento do crime. As investigações revelaram que a motivação por trás do assassinato estava relacionada a disputas por terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além disso, os irmãos também foram responsabilizados por tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao ataque.

Defesas dos Acusados

As defesas dos acusados apresentaram argumentos antes do julgamento. Os advogados de Rivaldo Barbosa pediram a rejeição da denúncia, alegando falta de provas concretas e afirmando que as acusações foram baseadas em inferências. No caso de Giniton Lages, a defesa argumentou que ele não possui foro privilegiado e, portanto, não deve ser julgado pelo STF. Já a defesa de Marco Antonio de Barros Pinto contestou a ausência de elementos que comprovem sua culpabilidade, ressaltando que a investigação da polícia resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.

Conclusão

A decisão do STF em formar maioria para processar os acusados marca um avanço significativo nas investigações do caso Marielle Franco, um dos mais emblemáticos da história recente do Brasil. A expectativa agora recai sobre o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode consolidar a ação penal contra os réus e trazer mais clareza sobre os desdobramentos que envolvem o assassinato da vereadora e seu motorista.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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