Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros Completa uma Semana em Caso de Morte de Henry Borel

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento do caso da morte do menino Henry Borel, de apenas quatro anos, atingiu o sétimo dia de audiências neste domingo, 31. Os réus, o ex-vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Jairinho, e a professora Monique Medeiros, mãe do garoto, estão sendo acusados de envolvimento no crime. A fase atual do processo se concentra na oitiva das testemunhas de defesa, iniciada no sábado, 30, e deverá seguir ao longo da semana.

Testemunhas de Defesa e o Depoimento do Irmão de Monique

Sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro, o júri ouviu, no sábado, o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique e sua principal testemunha de defesa. O depoimento se estendeu por mais de oito horas, durante as quais Bryan descreveu a relação com sua irmã e o ambiente familiar. Ele elogiou Monique como uma mãe dedicada, enfatizando seu papel ativo ao lado do ex-marido, Leniel Borel, pai de Henry.

A Narrativa de Bryan e as Acusações de Manipulação

Durante seu depoimento, Bryan afirmou que Monique era uma mãe atenciosa e que nunca permitiria qualquer tipo de agressão ao filho. Ele também relatou que, após a divulgação dos laudos que indicam lesões em Henry, Jairinho teria tentado convencer Monique a distorcer os fatos sobre a morte do menino. Para proteger a integridade da irmã, a família decidiu buscar uma defesa separada da de Jairinho.

Testemunhas de Acusação e Provas Reais

No dia anterior, as testemunhas de acusação já haviam sido ouvidas, incluindo o pai do menino, Leniel Borel, cujo depoimento se estendeu até as 4h15 da madrugada. O advogado Cristiano Medeiros, que representa a acusação, argumentou que o depoimento de Bryan não impactava o conjunto de provas do caso, uma vez que ele não presenciou os eventos e seus relatos foram baseados nas informações que Monique compartilhou após sua prisão.

Análises Médicas e a Causa da Morte

A defesa de Jairinho contestou as conclusões periciais sobre a causa da morte de Henry, sugerindo que a laceração hepática, que resultou em hemorragia fatal, poderia ter sido causada pelas manobras de ressuscitação realizadas no hospital. No entanto, o médico-legista Luiz Carlos Leal Preste e outro legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva, contradisseram essa tese, afirmando que as lesões foram o resultado de agressões físicas, incluindo traumatismos na cabeça e contusões no tórax.

O Contexto do Crime e as Acusações Formuladas

O caso remonta à madrugada de 8 de março de 2021, quando, segundo a denúncia, Jairinho teria espancado Henry até a morte, enquanto Monique teria se omitido em sua responsabilidade, configurando homicídio. O Ministério Público alega que, em outras ocasiões anteriores, Jairinho teria submetido o menino a abusos físicos e psicológicos. As acusações contra Jairinho incluem homicídio qualificado, tortura e coação, enquanto Monique enfrenta múltiplas acusações, incluindo homicídio por omissão.

Expectativas para os Próximos Dias do Julgamento

Com o julgamento agora em sua fase mais crítica, a expectativa é que as audiências continuem a trazer novos elementos que poderão influenciar a decisão dos jurados. Tanto a defesa quanto a acusação se preparam para apresentar seus argumentos finais, enquanto a sociedade acompanha atentamente o desenrolar deste caso que chocou o Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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