BNDES Lança ProFloresta+ com Meta de Mobilizar R$ 6 Bilhões para Crédito de Carbono

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última quinta-feira, 2 de novembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) revelou a segunda fase do programa ProFloresta+, que visa impulsionar o mercado de crédito de carbono no Brasil. Com a expectativa de mobilizar até R$ 6 bilhões, a nova etapa tem como objetivo fomentar iniciativas voltadas à compensação ambiental.

Estratégias do ProFloresta+

O programa do BNDES opera em duas frentes distintas. A primeira envolve a convocação de empresas interessadas na aquisição de créditos de carbono, além da organização de leilões para a compra desses créditos, que são fundamentais para a compensação das emissões de poluentes. A segunda frente consiste no financiamento de projetos de recuperação ambiental, permitindo que o banco forneça recursos para iniciativas de plantio de árvores e restauração de ecossistemas.

Impactos Ambientais e Metas

Com a nova fase do ProFloresta+, o BNDES projeta restaurar até 60 mil hectares de vegetação, o que representa um aumento de 38% em relação à área da cidade de Curitiba. Essa restauração é crucial para a captura de carbono, com uma estimativa de que 19 milhões de toneladas de CO2 possam ser removidas da atmosfera, contribuindo significativamente para a mitigação das mudanças climáticas.

O Papel do Mercado de Carbono

O mercado de carbono tem se consolidado como uma ferramenta essencial na luta contra as alterações climáticas. Nele, empresas podem comprar e vender créditos que representam a compensação de suas emissões de dióxido de carbono. Projetos que promovem reflorestamento ou conservação da natureza são fundamentais para o sequestro de carbono e, consequentemente, para a geração desses créditos.

Atraindo Diversos Setores

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que a nova fase do ProFloresta+ busca atrair empresas de vários setores, não apenas da indústria de petróleo e gás, mas também siderúrgicas e químicas. Mercadante mencionou que grandes corporações internacionais estão se mostrando interessadas em investir no mercado de crédito de carbono brasileiro, o que pode trazer um novo impulso para a sustentabilidade no país.

Integração de Políticas Públicas

O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, enfatizou a importância de integrar as agendas de meio ambiente e desenvolvimento econômico. Ele defendeu que, embora existam desafios, é possível alinhar as políticas públicas para que ambas as áreas possam coexistir e prosperar. Essa visão é fundamental para promover uma transformação ecológica que não comprometa o crescimento econômico.

Conclusão

Com o lançamento da nova fase do ProFloresta+, o BNDES demonstra seu compromisso em liderar iniciativas de sustentabilidade e compensação ambiental no Brasil. A mobilização de recursos significativos e o engajamento de diversos setores da economia são passos fundamentais para enfrentar os desafios climáticos e promover um futuro mais sustentável. A expectativa é que, com a colaboração entre o setor público e privado, o Brasil se torne um modelo de referência na luta contra as emissões de carbono.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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