Alckmin Defende Lei da Reciprocidade como Resposta Justa e Não Retaliatória

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© José Cruz/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin esclareceu que a Lei da Reciprocidade não deve ser vista como uma retaliação aos Estados Unidos, mas como uma ferramenta para corrigir injustiças enfrentadas pelo Brasil. Em uma entrevista concedida na última terça-feira, Alckmin enfatizou que a intenção do governo é buscar justiça nas relações comerciais, e não perpetuar um ciclo de vingança econômica.

Objetivos da Lei da Reciprocidade

Alckmin destacou que a proposta não se resume a um 'olho por olho', mas sim a uma resposta institucional que visa restabelecer equidade nas relações comerciais. O vice-presidente explicou que a legislação, aprovada por unanimidade no Congresso no ano anterior, oferece mecanismos adequados para uma reação legal, incluindo a realização de consultas e audiências públicas.

Eixos da Resposta Governamental

Para lidar com a nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos, que poderá atingir até 25% sobre produtos brasileiros, o governo estruturou sua resposta em três eixos principais: apoio financeiro, diversificação de mercados e diálogo contínuo com os setores afetados. Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, apresentaram essas diretrizes após uma reunião com empresários impactados pelas novas tarifas.

Apoio Financeiro e Flexibilização

Uma das iniciativas em discussão é a criação de um programa de crédito, denominado Brasil Soberano, que visa fomentar o capital de giro e investimentos para as empresas prejudicadas. Além disso, o governo considera a flexibilização temporária das regras do regime de drawback, permitindo que exportadores mantenham benefícios tributários mesmo diante de perdas no mercado americano.

Busca por Novos Mercados

Com o objetivo de reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos, o governo também está intensificando esforços para explorar novos mercados. A ApexBrasil, responsável pela promoção das exportações brasileiras, focará em países como Índia, México, Japão e na região do Sudeste Asiático, além de avançar em acordos comerciais com a União Europeia e outras economias.

Setores Mais Impactados

Os setores mais vulneráveis às novas tarifas incluem eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. O governo observa que o mercado americano é crucial para as exportações brasileiras, especialmente no setor de eletroeletrônicos, onde cerca de 25% das vendas externas são destinadas a esse país.

Próximos Passos e Cronograma

O governo está operando dentro de um cronograma decisivo para definir as ações de resposta. Uma definição sobre a aplicação adicional de 12,5% de tarifa é esperada em breve, junto com a entrada em vigor da sobretaxa de 25% em julho. Até essa data, reuniões com representantes de setores afetados continuarão, buscando um diagnóstico claro dos impactos e a formulação de um pacote de apoio.

Em suma, as ações do governo brasileiro visam não apenas mitigar os efeitos das tarifas, mas também promover um ambiente comercial mais diversificado e sustentável, assegurando que os setores nacionais possam prosperar mesmo diante de desafios internacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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