Dólar registra queda e bolsa enfrenta quarta baixa consecutiva

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© Valter Campanato/Agência Brasil

Na última sessão do mercado financeiro, o dólar apresentou uma redução significativa, encerrando o dia cotado a R$ 5,08. Essa queda é atribuída a uma combinação de juros elevados no Brasil e à valorização do petróleo. Em contrapartida, a bolsa de valores do país, representada pelo Ibovespa, enfrentou sua quarta queda consecutiva, pressionada principalmente por perdas nas ações de mineradoras.

Cenário do Câmbio

O dólar comercial fechou o pregão com uma desvalorização de 0,42%, o que representa um recuo de 1,42% no mês de julho e uma queda acumulada de 7,28% em relação ao início do ano. Inicialmente, a moeda chegou a operar acima de R$ 5,11, mas recuou após a confirmação de propostas de mediação internacional visando a redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que diminuiu a aversão ao risco entre os investidores.

Fatores que Impactam o Real

A diferença elevada entre as taxas de juros brasileiras e as dos Estados Unidos continua a estimular operações de carry trade, onde investidores buscam aproveitar as altas taxas de rendimento no Brasil. Além disso, a valorização do petróleo tem melhorado as expectativas para a balança comercial brasileira, que registrou um superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com um crescimento de 6,7% nas exportações.

Desempenho da Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia com uma queda de 0,20%, atingindo 173.371,35 pontos. O índice havia começado o dia positivo, superando os 174 mil pontos, impulsionado pela expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, as declarações de Donald Trump, que endureceram a postura americana em relação a Teerã, rapidamente mudaram o sentimento do mercado, levando a uma nova onda de cautela.

Valorização do Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta, refletindo a incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, alcançando US$ 89,22 por barril, enquanto o WTI subiu 0,85%, fechando a US$ 82,48. No entanto, os preços sofreram uma leve correção após declarações do governo iraniano sobre propostas de mediação, embora tenham se recuperado com novas ameaças de Trump em relação a ataques contra forças americanas.

Conclusão

O dia foi marcado por uma volatilidade significativa nos mercados, com o dólar se desvalorizando em meio a um cenário internacional complexo, enquanto a bolsa brasileira sentiu o peso da cautela dos investidores. A valorização do petróleo e a diferença nas taxas de juros permanecem como fatores cruciais que influenciam tanto o câmbio quanto a bolsa, enquanto as tensões geopolíticas continuam a ser um importante ponto de atenção para o futuro econômico.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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