A ginástica rítmica brasileira encerrou sua participação na etapa de Tashkent, Uzbequistão, da Copa do Mundo com um saldo expressivo de duas medalhas. Em um domingo (12) repleto de emoções e performances de alto nível, o país garantiu um bronze individual e uma prata por conjunto, evidenciando o crescimento e a força das atletas brasileiras no cenário internacional da modalidade.
Geovanna Santos Conquista Bronze Histórico no Individual com a Fita
A capixaba Geovanna Santos, carinhosamente conhecida como Jojô, foi a grande protagonista individual ao assegurar a medalha de bronze na exibição com a fita. Este pódio representa um marco significativo em sua carreira, sendo a primeira vez que a ginasta alcança uma medalha em uma etapa de Copa do Mundo. Sua performance impecável lhe rendeu a nota de 27.600, colocando-a atrás apenas da alemã Darja Varfolomeev, que levou o ouro com 29.650, e de Rin Chaves, dos Estados Unidos, que conquistou a prata com 27.800.
A conquista de Jojô ecoa um feito anterior para o Brasil no individual, repetindo o sucesso da paranaense Bárbara Domingos, a Babi, que havia garantido um bronze em 2023, na etapa de Sofia, Bulgária, também na modalidade de fita. Essa sequência de resultados reforça a presença brasileira entre as potências da ginástica rítmica.
Conjunto Brasileiro Garante Prata com Série Mista de Arcos e Maças
A equipe de conjunto brasileira também subiu ao pódio, conquistando a medalha de prata na série mista, que combina três arcos e duas maças. A performance do quinteto, embalada pela canção 'Abracadabra' de Lady Gaga, foi executada com precisão e sincronia, resultando em uma pontuação de 28.100. O conjunto é composto pelas talentosas Duda Arakaki (Alagoas), Nicole Pírcio (São Paulo), Sofia Madeira (Espírito Santo), Julia Kurunczi (Paraná), Mariana Gonçalves (Paraná) e Maria Paula Caminha (Amazonas).
Nesta disputa, o ouro ficou com a China, que apresentou uma nota de 28.950. A medalha de bronze foi para a equipe da Rússia, que competiu sob bandeira neutra devido às sanções do Comitê Olímpico Internacional (COI) em decorrência do conflito militar na Ucrânia, alcançando 27.400 pontos.
Outras Participações e o Cenário Internacional da Competição
Além do pódio na série mista, o conjunto brasileiro também disputou a final da apresentação com cinco bolas. Ao som de 'Feeling Good', de Michael Bublé, a equipe finalizou na oitava e última colocação, com 21.400 pontos. Nesta modalidade, as chinesas novamente se destacaram, levando o ouro com 27.300. O pódio foi completado pela Rússia (25.950) e Belarus (25.600), ambas competindo como atletas neutras pelas mesmas razões que a Rússia.
Individualmente, Bárbara Domingos, a Babi, também esteve em ação no domingo, mas não conseguiu alcançar as posições de medalha. A ginasta paranaense terminou na oitava e última colocação tanto na exibição com a bola, registrando 23.150 pontos, quanto na apresentação com as maças, onde obteve 25.650 pontos.
Um Futuro Promissor para a Ginástica Rítmica Brasileira
As duas medalhas conquistadas na Copa do Mundo de Tashkent são um forte indicativo da evolução e do potencial da ginástica rítmica brasileira. Os resultados, tanto no individual quanto por conjunto, demonstram a dedicação e o talento das atletas e comissões técnicas, pavimentando o caminho para futuras conquistas e consolidando o Brasil como um competidor relevante no circuito mundial. Este desempenho inspira e motiva a modalidade, projetando um cenário otimista para os próximos desafios e competições internacionais.
