Investimento em Cultura: Uma Chave para Qualificação e Emancipação, Afirma Margareth Menezes

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a importância dos saberes tradicionais e populares que conectam gerações e promovem modos de vida sustentáveis, durante a participação na 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura. O evento, que ocorre em Aracuz, no Espírito Santo, foca na justiça climática e conta com uma programação variada que se estende de 19 a 24 de setembro.

Diálogo entre Culturas e Justiça Climática

Com a presença de representantes de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas, o encontro permitiu um espaço de diálogo sobre como as culturas tradicionais podem contribuir para a mitigação dos impactos da crise climática. A ministra enfatizou que, embora haja muitos exemplos de degradação ambiental, também existem memórias e práticas que demonstram formas eficazes de preservação da natureza.

Potencial Transformador da Cultura

Em entrevista à Agência Brasil, Menezes destacou que o investimento em cultura não apenas qualifica, mas também emancipa a população, especialmente no que diz respeito à geração de emprego e renda. "Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar e emancipar", afirmou.

A Cultura como Ferramenta de Preservação

Menezes defendeu que as linguagens artísticas e culturais podem ser aliadas na transformação do comportamento humano em relação à natureza. Os conhecimentos transmitidos pelas comunidades originárias e tradicionais são fundamentais para entender a importância da convivência harmônica com o meio ambiente, refletindo-se em práticas cotidianas, como alimentação e vestuário.

Reconhecimento das Culturas Tradicionais

A ministra também destacou a relevância de valorizar as culturas dos povos originários, que são essenciais para a identidade brasileira. Essas comunidades não apenas resistem, mas também contribuem significativamente para a formação cultural do país, transmitindo conhecimentos e tradições que definem a diversidade cultural nacional.

Avanços nas Políticas Culturais

Durante o evento, ocorreu o primeiro encontro para a elaboração do Plano Nacional das Culturas Indígenas, além da assinatura de atos normativos voltados para mestres e mestras das culturas tradicionais. Segundo Menezes, essas ações visam estabilizar e ampliar as políticas voltadas para a cultura popular, garantindo mais proteção e investimento no setor.

Construção Colaborativa do Plano Nacional

O processo de elaboração do Plano Nacional das Culturas Indígenas será pautado pelo diálogo e pela escuta ativa das comunidades. Menezes enfatizou que essas culturas são diversas, com várias línguas preservadas, e que a construção do plano deve ser um esforço conjunto, envolvendo a participação ativa dos povos originários.

Impacto da Teia Nacional dos Pontos de Cultura

A Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que não ocorria há 12 anos, representa uma oportunidade significativa para a população se reconectar com suas raízes culturais e para estabelecer um diálogo produtivo sobre o futuro das práticas culturais no Brasil. A ministra acredita que o evento é um passo importante para revitalizar e fortalecer a cultura nacional.

Conclusão

Margareth Menezes concluiu que o investimento em cultura é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. A valorização dos saberes tradicionais e a implementação de políticas públicas que apoiem as culturas populares são fundamentais para um futuro em que a diversidade cultural e a preservação ambiental caminhem lado a lado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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