Senado Aprova Incentivos Fiscais para Data Centers no Brasil

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© Divulgação/Gov.Br

Nesta terça-feira, 1º de outubro, o Senado Federal deu um passo importante na modernização da infraestrutura digital do Brasil ao aprovar o Projeto de Lei (PL) 278/2026. A proposta estabelece um regime tributário voltado para a instalação de data centers no país, uma iniciativa que promete transformar o cenário tecnológico brasileiro.

Vantagens do Novo Regime Tributário

Os data centers são essenciais para o armazenamento, processamento e distribuição de grandes volumes de dados e aplicações digitais. O novo projeto de lei, que já havia recebido aprovação na Câmara dos Deputados, busca substituir a medida provisória anterior que tinha como base a criação do Regime Especial para Serviços de Data Center (Redata), o qual perdeu sua validade em fevereiro deste ano.

Isenção Fiscal e Condicionantes

O PL do Redata, que foi relatado pelo senador Cid Gomes (PDT-CE), propõe a isenção total de impostos federais sobre a importação de componentes eletrônicos e tecnologia da informação necessários para o funcionamento dos data centers. Essa desoneração visa facilitar a instalação e operação desses centros no Brasil, priorizando a infraestrutura necessária para o processamento de dados e a implementação de soluções de inteligência artificial.

Contrapartidas e Sustentabilidade

Embora o projeto traga benefícios fiscais, ele também estabelece condições que as empresas devem cumprir. As companhias beneficiadas deverão utilizar fontes de energia limpas ou renováveis e manter um Índice de Eficiência Hídrica que não ultrapasse 0,05 litro por kWh em suas operações anuais. Além disso, será exigido que as empresas invistam 2% do valor dos produtos adquiridos com os incentivos fiscais no Brasil e reservem 10% de seus serviços para o mercado interno.

Impacto Fiscal e Expectativas Governamentais

O governo estima que a implementação dessas isenções fiscais poderá resultar em uma perda de receita de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no primeiro ano, seguidos de R$ 1 bilhão nos dois anos subsequentes. Essas projeções foram apresentadas no parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) durante a tramitação na Câmara.

Críticas e Preocupações com a Soberania Digital

Entidades da sociedade civil expressaram preocupações em relação ao projeto, argumentando que o debate em torno do tema não foi tão abrangente quanto deveria. Segundo essas organizações, a soberania digital do Brasil não se limita à instalação de servidores em território nacional, mas envolve o fortalecimento de capacidades tecnológicas e científicas locais, segurança no gerenciamento de dados, autonomia energética e a proteção de recursos naturais.

Desafios Ambientais e a Utilização de Data Centers

Além das questões de soberania, os data centers enfrentam críticas relacionadas ao consumo excessivo de recursos naturais, como energia e água. Essas instalações são frequentemente utilizadas por grandes plataformas digitais para processar sistemas de inteligência artificial e armazenar dados, o que levanta a necessidade de um debate mais profundo sobre a sustentabilidade e o impacto ambiental dessas operações.

Com a tramitação finalizada no Congresso, o projeto agora aguarda a sanção presidencial, o que poderá marcar um novo capítulo na infraestrutura digital do Brasil, ao mesmo tempo em que suscita discussões essenciais sobre sustentabilidade e soberania tecnológica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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