Brasil e Quênia Defendem Parcerias com a China Durante Cúpula do G7

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© Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante a recente cúpula do G7, realizada na França, o Brasil e o Quênia, na qualidade de convidados, destacaram a importância das parcerias com a China para os países em desenvolvimento. Em meio a críticas dos líderes das potências ocidentais, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e William Samoei Ruto reafirmaram que as colaborações com Pequim são vistas como oportunidades para suas nações.

Críticas do G7 e Respostas de Brasil e Quênia

Um documento emitido pela cúpula do G7 expressou preocupações sobre a influência da economia chinesa, sugerindo que esta estaria ‘desequilibrando’ o cenário econômico global, prejudicando tanto a Europa quanto os Estados Unidos. Em resposta, Lula enfatizou que o que é considerado uma ameaça pelos líderes ocidentais é, na verdade, uma chance para os países menos desenvolvidos, que se beneficiam significativamente dos investimentos chineses.

A Ascensão da China como Parceiro Comercial

Lula destacou que a China é atualmente o principal investidor tanto na África quanto na América Latina, superando a presença de países europeus e norte-americanos na região. O presidente queniano, por sua vez, sustentou que a parceria com a China é vital para o desenvolvimento do Quênia, afirmando que é preferível ter Pequim como aliado do que não contar com um parceiro estratégico.

Projeções e Desafios Econômicos

Os documentos gerados durante a cúpula do G7 também alertaram sobre um possível desequilíbrio macroeconômico, com a China projetando um superávit de US$ 1,2 trilhão até 2025. A análise sugere que o baixo consumo interno chinês contribui para déficits nas balanças comerciais dos EUA e da Europa. O texto do G7 ressaltou que a dinâmica de crescimento da China, assim como dos mercados ocidentais, está se tornando cada vez mais desigual.

A Resposta da China às Críticas

Em uma reação às críticas do G7, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que as práticas do país estão alinhadas com as normas internacionais. Ele convidou os líderes do G7 a respeitar os princípios da economia de mercado e a evitar perturbações na ordem comercial global, sugerindo que as críticas eram infundadas e baseadas na visão de um pequeno grupo de nações.

Compromissos do Brasil na Cúpula

Dentre os nove documentos assinados na cúpula, o Brasil endossou três, focando em temas como combate ao câncer, proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais, e combate ao narcotráfico. O governo brasileiro expressou preocupações em relação a documentos que poderiam vincular o tráfico de drogas ao terrorismo, considerando essa associação como um potencial pretexto para intervenções externas.

Conclusão

A participação do Brasil e do Quênia na cúpula do G7 ilustra uma crescente defesa das parcerias com a China por nações em desenvolvimento. Enquanto os líderes ocidentais levantam preocupações sobre os impactos da economia chinesa, os presidentes dos dois países ressaltam que essas colaborações são fundamentais para o progresso econômico e social, destacando um contraste claro nas percepções sobre o papel da China no cenário global.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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