O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tomou a decisão de denunciar a médica Geysa Leal Correa em decorrência da morte da paciente Aline Heloisa Lima Santos de Oliveira, que ocorreu durante um procedimento estético. A lipoescultura foi realizada em 13 de novembro de 2023, no Centro Médico Icaraí, localizado em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Circunstâncias da Morte da Paciente
A denúncia apresentada pelo MPRJ foi aceita pela 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, que determinou a suspensão imediata das atividades médicas de Geysa Leal Correa. O documento revela que a médica cometeu uma série de erros durante o procedimento, incluindo a perfuração do intestino da paciente em três locais diferentes. Após a cirurgia, Aline Heloisa começou a sentir dores intensas e falta de ar, sintomas que foram minimizados pela médica.
Desdobramentos e Transferência Hospitalar
Somente no dia seguinte à cirurgia, quando o estado de saúde da paciente se agravou significativamente, Aline foi transferida para o Hospital do Coração Samcordis. Infelizmente, ela não sobreviveu, vindo a falecer nove dias depois, em 22 de novembro, devido a uma infecção generalizada. Os detalhes do caso levantam questões sobre a responsabilidade médica e a adequação do atendimento prestado.
Histórico da Médica e Implicações Legais
A denúncia também destaca que Geysa Leal Correa não possui título de especialista em cirurgia plástica e que o local onde o procedimento foi realizado não estava equipado para lidar com emergências médicas. Além disso, o MPRJ aponta que a médica já havia enfrentado problemas legais anteriormente, incluindo uma denúncia por homicídio, o que evidencia um padrão preocupante em sua prática profissional.
Casos Anteriores e Medidas do Cremerj
De acordo com a Promotoria, existem pelo menos três casos documentados de mortes relacionadas a lipoaspirações e lipoesculturas realizadas pela médica, além de várias situações em que pacientes sofreram deformidades permanentes. Em resposta à situação, o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) declarou que a profissional está regular perante a instituição e que, até o momento, não recebeu notificações judiciais relacionadas ao caso. O Cremerj afirmou que, assim que receber qualquer ordem judicial, cumprirá as determinações necessárias.
Reflexões sobre Práticas Médicas
Este trágico incidente levanta questões importantes acerca da regulamentação de procedimentos estéticos e da responsabilidade dos profissionais de saúde. A morte de Aline Heloisa Santos de Oliveira é um lembrete sombrio da necessidade de rigor na formação e na prática médica, especialmente em áreas que envolvem riscos significativos para a saúde dos pacientes.
