Deolane Bezerra e Marcola se Tornam Réus em Caso de Lavagem de Dinheiro do PCC

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© Reuters/Leco Viana/Proibida reprodução

A 3ª Vara de Presidente Venceslau, em São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, além de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, um dos principais líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ambos irão responder por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outros Envolvidos e Detalhes do Processo

Além de Deolane e Marcola, três outras pessoas foram denunciadas: Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. O processo ocorre sob sigilo, mas as investigações revelam que dois dos denunciados ocupavam posições de liderança dentro do PCC, enquanto os demais eram responsáveis por diversas etapas do esquema financeiro que visava ocultar e movimentar dinheiro ilícito.

Mecanismos de Ocultação Financeira

As investigações apontam que uma transportadora foi utilizada como fachada para disfarçar a circulação de recursos ilícitos pertencentes ao PCC. Os denunciados teriam empregado práticas como depósitos fracionados e transferências via Pix, além de contas em nome de terceiros e empresas intermediárias, com o objetivo de dificultar o rastreamento das transações.

Fundamentação das Investigações

Os elementos que fundamentam a denúncia incluem mensagens extraídas de celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários e comprovantes de depósitos. Essas evidências foram coletadas em ações anteriores que já investigavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro.

Situação Atual dos Envolvidos

Deolane Bezerra foi detida em maio durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro associada ao PCC. Atualmente, ela cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada a cerca de 667 km da capital paulista. A acusação sugere que a influenciadora recebia valores de uma transportadora vinculada à facção e se envolvia na lavagem desse dinheiro. Por outro lado, Marcola está preso na Penitenciária Federal de Brasília.

Defesa dos Acusados

O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola e os demais denunciados, refutou as acusações, argumentando que seus clientes estão em regime de segurança máxima desde 2019, com severas restrições de comunicação, o que impossibilita qualquer participação nas atividades investigadas. Ele também defendeu que o vínculo familiar entre os denunciados não pode ser interpretado como participação em crimes.

Próximos Passos e Expectativas

Ferullo afirmou que a defesa tomará todas as medidas necessárias para contestar a narrativa da acusação e demonstrar a fragilidade das alegações. Ele expressou confiança de que, ao final do processo, a verdade será reconhecida pelo Judiciário. A defesa de Deolane também foi contatada, mas não houve resposta até o momento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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