Eleições Presidenciais no Peru: Disputa Acirrada Entre Sánchez e Fujimori

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© REUTERS/Leslie Moreno/ Proibido reprodução

A disputa pela presidência do Peru se intensifica à medida que os resultados do segundo turno das eleições revelam uma competição acirrada entre os candidatos Roberto Sánchez Palomino, da esquerda, e Keiko Fujimori, da direita. Com 95,9% das urnas apuradas, a diferença entre os dois é de apenas 19,8 mil votos, o que torna o resultado ainda incerto.

Resultados das Urnas

Até o momento, Roberto Sánchez obteve 50,056% dos votos, enquanto Keiko Fujimori alcançou 49,944%. O cenário mudou nas últimas horas, com um aumento na contagem de votos favoráveis à candidata de direita, que anteriormente havia liderado a disputa por uma margem considerável. No início da apuração, com apenas 20% das urnas contabilizadas, Fujimori chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, uma situação decorrente da contagem prioritária das urnas da capital, Lima.

Processo de Apuração e Expectativas

O Jurado Nacional de Eleições (JNE), responsável pela supervisão do processo eleitoral, anunciou que os resultados finais só serão divulgados em meados de julho. Essa extensão se deve à implementação de um novo mecanismo de recontagem de votos em mesas que apresentaram irregularidades. Até agora, cerca de mil atas foram colocadas 'em observação' e passarão por nova contagem com a presença de representantes de partidos.

Situação das Urnas e Votação no Exterior

Das mais de 92,7 mil atas registradas, aproximadamente 2,2 mil ainda estão pendentes de contagem, de acordo com a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE). Dentre essas, 1,7 mil referem-se a mesas de votação no exterior, onde Keiko Fujimori se destaca. Até o meio-dia de terça-feira, apenas 30,2% dessas atas foram contabilizadas, resultando em 65,4% dos votos para Fujimori e 34,5% para Sánchez.

Candidatos em Foco

Roberto Sánchez e Keiko Fujimori se enfrentam pelo cargo de presidente do Peru, que será ocupado por um período de cinco anos, de 2026 a 2031. O vencedor se tornará o nono presidente do país em uma década marcada por crises políticas profundas. Desde 2016, o Peru viu dois presidentes renunciarem e quatro serem destituídos pelo parlamento, que atua como uma força dominante no cenário político.

Histórico dos Candidatos

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000 e foi condenado por graves violações de direitos humanos, já enfrentou derrotas em três eleições consecutivas no segundo turno. Por outro lado, Roberto Sánchez é um aliado do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso após uma tentativa de dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo representa o voto rural e indígena, sendo visto como uma vítima de um golpe do Legislativo.

Apoio e Mobilização

Sánchez, que é psicólogo de formação e atual deputado pelo partido Todos pelo Peru, também atuou como ministro durante o governo de Castillo. Após votar em Lima, ele visitou o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, e permaneceu lá até a divulgação dos primeiros resultados parciais da eleição. A mobilização e o engajamento dos eleitores em um contexto tão polarizado são essenciais para a definição dos rumos políticos do Peru.

Conclusão

À medida que os resultados da eleição continuam a ser apurados, a tensão e a expectativa aumentam entre os eleitores e os candidatos. A disputa entre Sánchez e Fujimori não é apenas uma batalha por um cargo, mas um reflexo das divisões políticas do país e das questões sociais que permeiam o Peru. O resultado final pode ter repercussões significativas para o futuro político e social da nação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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