Governo Federal Destina 1,9 Mil Imóveis Abandonados para Regularização e Moradia

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© Foto: Ricardo Stuckert / PR

Na última quinta-feira (11), o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou um importante avanço no uso de imóveis ociosos da União. Quase 1,9 mil propriedades estão sendo alocadas para regularização fundiária, construção de moradias populares e transformação em equipamentos de saúde e educação, além de serem disponibilizadas para venda no mercado imobiliário. Essa iniciativa busca a criação de um fundo de investimentos administrado pelo governo.

Programa Imóvel da Gente e Suas Iniciativas

Essas ações fazem parte do programa Imóvel da Gente, uma estratégia que visa mapear e destinar socialmente imóveis e áreas públicas de propriedade federal. Durante um evento no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e representantes de movimentos sociais, foram apresentados os resultados das iniciativas desde o início de 2023.

Impacto Social e Benefícios

De acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), as ações realizadas até o momento têm o potencial de beneficiar aproximadamente 400 mil famílias em todo o país. As áreas destinadas somam mais de 18,5 mil quilômetros quadrados, uma extensão equivalente a três vezes o tamanho do Distrito Federal.

Transformação de Imóveis Abandonados

A ministra Esther Dweck enfatizou que os imóveis não se restringem a residências, mas abrangem áreas maiores e bairros inteiros. O programa de regularização fundiária identificou 370 áreas da União com ocupação habitacional ainda não titulada. As parcerias entre o governo federal, estados e prefeituras são fundamentais para a urbanização, o parcelamento dos imóveis e a identificação das famílias que ocupam essas áreas.

Financiamento e Regularização

A titulação dos imóveis será viabilizada com o investimento de cerca de R$ 200 bilhões do programa PAC Periferia Viva. Deste total, 129 áreas já contam com parcerias firmadas entre o governo federal e os municípios para facilitar o processo de regularização. Em localidades como Belém, diversas casas poderão ser regularizadas para as famílias que atualmente ocupam as áreas.

Destinação Coletiva e Inclusão Social

Além das moradias, o governo também está promovendo a destinação de 196 áreas da União a comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Essas áreas incluem glebas federais extensas, aeroportos abandonados e galpões urbanos, como os armazéns do Instituto Central do Café em São Paulo, que foram alvo de interesse governamental desde 2009.

Consultas Públicas e Participação da Comunidade

A destinação dos armazéns ainda está em fase inicial e requer a elaboração de um projeto arquitetônico que será discutido com a comunidade local. O governo pretende transformar a área em um espaço multifuncional, que abrigará um centro cultural e áreas de lazer para os moradores.

Compromisso com a Dignidade e a Igualdade

Durante o evento, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, destacou a importância dessas iniciativas para transformar o abandono em dignidade. Ele lembrou que, devido a uma herança histórica de desigualdade, o Brasil enfrenta um paradoxo: existem mais imóveis ociosos do que famílias sem casa. Segundo dados do último censo do IBGE, há 11 milhões de imóveis desocupados e 6,2 milhões de famílias sem moradia.

Conclusão

A destinação de imóveis abandonados pelo governo federal representa não só uma oportunidade de regularização fundiária, mas também uma tentativa de reverter a desigualdade social no Brasil. Com a implementação do programa Imóvel da Gente e parcerias com diversas esferas do governo, espera-se que esse projeto traga benefícios significativos para as comunidades, contribuindo para um futuro mais justo e igualitário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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