Governo Federal Cria e Reestrutura Fundos para Fortalecer a Justiça no Brasil

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© Myke Sena/DPU

Na última sexta-feira, 4 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três importantes projetos de lei que visam criar e reestruturar fundos destinados a instituições do Poder Judiciário. Essa iniciativa tem como meta central o fortalecimento da atuação da Justiça Federal, do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU) em todo o território nacional.

Objetivos das Novas Leis

Durante a cerimônia de sanção, realizada no Palácio do Planalto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou a importância de levar a justiça a regiões menos favorecidas, aproximando-a dos cidadãos mais vulneráveis. Fachin enfatizou que a sanção presidencial representa um reconhecimento das necessidades legítimas da população, especialmente daquelas que se encontram em áreas remotas do país.

Compromisso com as Instituições Democráticas

Ao sancionar as novas leis, Lula expressou a preocupação do Executivo em preservar a credibilidade das instituições públicas que garantem o funcionamento do sistema democrático. Ele ressaltou a relevância de um sistema judiciário forte para a manutenção da democracia no Brasil, advertindo que a fragilidade das instituições pode levar a sérios riscos para a democracia.

Propostas de Reforma do Judiciário

O presidente também indicou a intenção do governo de abrir um amplo debate sobre uma nova reforma institucional, reforçando a importância de manter a confiança da sociedade no sistema judicial. Ele fez menção à Emenda Constitucional nº 45/2004, que já havia promovido uma reforma significativa no Judiciário, criando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para melhorar a supervisão das atividades judiciais.

Atualização das Taxas de Custas Judiciais

As leis sancionadas também trazem alterações nas taxas de custas da Justiça Federal, que agora variam entre 2% e 3% do valor da causa. O valor mínimo para a cobrança foi estabelecido em R$ 193,20, enquanto o máximo pode alcançar até R$ 107.332,80. Anteriormente, a alíquota era de 1% do valor da causa, com um teto de R$ 1.915,38.

Apoio aos Cidadãos de Baixa Renda

Além disso, as novas normas ampliam a proteção às pessoas que não têm condições financeiras de arcar com as despesas judiciais. Aqueles que têm uma renda mensal de até R$ 5 mil passam a ter presunção de hipossuficiência, o que lhes garante o direito à gratuidade da Justiça.

Reação das Entidades Judiciais

A presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira, comentou que, por mais de duas décadas, as custas judiciais na Justiça Federal foram praticamente imutáveis, ignorando as diferenças econômicas existentes. Segundo ela, a nova estrutura de custas permitirá uma contribuição mais proporcional de quem movimenta causas de maior valor, resultando em recursos que beneficiarão a sociedade.

Fundos para Modernização Judicial

Os fundos criados são contas contábeis que receberão recursos provenientes das custas judiciais e taxas, com a finalidade de melhorar a atuação das instituições. Isso inclui a modernização e o aparelhamento das estruturas judiciárias, investimento em infraestrutura e capacitação profissional.

O Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) receberá receitas específicas relacionadas a multas e custas, enquanto o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj) focará na modernização do tribunal. Essas iniciativas visam tornar o sistema judiciário mais acessível e eficaz, especialmente em regiões que carecem de serviços judiciais adequados.

Conclusão

As novas leis sancionadas pelo governo representam um passo significativo para a evolução do sistema de Justiça no Brasil, visando a inclusão e a eficiência. Com a atualização das taxas de custas e a criação de fundos específicos, o governo pretende fortalecer as instituições judiciárias, garantindo que a democracia se mantenha sólida e acessível a todos os cidadãos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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