Manifestação em São Paulo Requer Neutralidade da Meta nas Eleições

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

Na noite de segunda-feira, dia 19 de junho, um expressivo grupo de manifestantes se reuniu nas imediações das sedes da Meta e do Google, localizadas na zona oeste de São Paulo. O ato, que atraiu centenas de pessoas, foi marcado por um apelo claro: 'Meta, não se meta'.

Reivindicações dos Manifestantes

Os participantes do protesto levantaram questões sobre a suposta censura enfrentada por ativistas nas redes sociais, além de criticar a falta de imparcialidade na moderação de conteúdos. Segundo eles, a Meta tem priorizado seus próprios interesses na gestão das plataformas, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Tentativa de Entrega de Manifesto

As organizações envolvidas no protesto tentaram protocolar um manifesto diretamente na sede da Meta. No entanto, de acordo com os organizadores, a entrega do documento foi impedida. Como alternativa, o manifesto será enviado digitalmente em uma ação coletiva.

Demandas por Transparência e Soberania Digital

Veronica Gimenez, programadora e uma das organizadoras do ato pela ONG TravaHacker, expressou que a demanda por maior transparência é essencial. 'Essas plataformas sustentam o debate público, e precisamos de mecanismos que permitam monitorar suas ações', afirmou. Durante o evento, também foram abordadas preocupações sobre a soberania digital e a influência das grandes empresas de dados na gestão de sistemas governamentais.

Críticas às Políticas da Meta

Os manifestantes criticaram a atuação da Meta, alegando que a busca por monopólio resulta em abusos que comprometem o respeito ao debate democrático. Gimenez enfatizou que este não é o primeiro documento direcionado à empresa, evidenciando a continuidade das reivindicações. Além disso, a falta de proteção para grupos minoritários e o estímulo a discursos de ódio nos algoritmos também foram temas centrais.

Experiências de Censura

Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, compartilhou sua experiência de censura ao afirmar que foi banido da plataforma, mesmo com uma ordem judicial favorável. Segundo ele, a Meta não cumpriu a decisão, o que levanta preocupações sobre a influência das plataformas nas eleições e sua imparcialidade em relação ao povo.

Ação do TSE em Relação à Meta

Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que questionava a Meta sobre a suposta desvantagem imposta a conteúdos ligados à sua candidatura. Além disso, a campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também apresentou queixas similares junto ao TSE.

Cobrança de Medidas de Isonomia

Em resposta às preocupações levantadas, o ministro Marco Aurélio Bellizze do TSE deu um prazo de 24 horas para que a Meta comprove a adoção de medidas que garantam a isonomia na distribuição de postagens políticas e anúncios de campanha. A Meta, por sua vez, justificou que as dificuldades enfrentadas na geração de conteúdos e no acesso a comunidades se devem ao rigor das regras eleitorais e à morosidade natural dos processos de checagem.

Conclusão

O ato de protesto em São Paulo reflete uma crescente insatisfação com a atuação das grandes plataformas digitais em momentos cruciais, como as eleições. As demandas por maior transparência e respeito às normas democráticas são cada vez mais urgentes, e a resposta das empresas e instituições envolvidas será fundamental para garantir a integridade do debate público e a proteção dos direitos dos cidadãos nas redes sociais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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