Senador Omar Aziz Rejeita Emendas que Mantinham a Escala 6×1 na CCJ

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a jornada de trabalho 6×1, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as emendas apresentadas pela oposição que buscavam manter essa prática. No total, foram 36 emendas analisadas e todas foram reprovadas, refletindo a posição firme do relator em relação à proposta.

Análise da PEC 221 de 2019

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deu início à análise da PEC 221 de 2019 na manhã de quarta-feira (2), após um intervalo de quatro meses desde a chegada do texto ao Senado. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio, com apenas 22 votos contrários entre 513 deputados, evidenciando um amplo apoio para a reforma.

Rejeição das Emendas da Oposição

Entre as emendas que foram rejeitadas, destacam-se aquelas apresentadas por senadores como Izalci Lucas (PL-DF), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Laércio Oliveira (PP-SE) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição. O senador Aziz justificou sua decisão, afirmando que as emendas permitiriam jornadas superiores a 40 horas por semana, o que comprometeria o objetivo principal da PEC.

Objetivos da Proposta

O propósito central da PEC é reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana. A proposta inclui uma regra de transição de 14 meses, visando uma adaptação gradual às novas normas, sem que haja redução salarial para os trabalhadores.

Propostas de Acordos Coletivos

Durante a discussão, o senador Izalci Lucas argumentou a favor da criação de escalas diferenciadas que poderiam permitir jornadas mais longas, desde que negociadas entre empregadores e empregados. Ele defendeu que a negociação coletiva é a ferramenta mais eficaz para adaptar as regras às realidades de cada setor.

Críticas à Rigidez da Nova Proposta

O senador Rogério Marinho expressou preocupação com a rigidez da nova proposta, que poderia resultar em um ciclo de inflação e desemprego, caso não houvesse um aumento correspondente na produtividade. Marinho sugeriu a possibilidade de jornadas por hora trabalhada, mantendo a escala 6×1 como uma opção viável.

Defesa da Redução da Jornada

O relator Omar Aziz rebateu as críticas afirmando que a redução da jornada não levará à quebra econômica, citando a experiência de 1988, quando a carga horária foi reduzida de 48 para 44 horas. Ele destacou que a proposta visa alinhar o Brasil às práticas internacionais, onde países da América Latina, como Colômbia e Chile, também implementaram redução na carga horária.

Conclusão e Próximos Passos

Se a PEC for aprovada na CCJ, seguirá para votação no plenário do Senado, onde líderes do governo buscam concluir a análise da proposta rapidamente. A discussão acirrada em torno da jornada de trabalho destaca a importância do equilíbrio entre direitos dos trabalhadores e a necessidade de flexibilidade nas relações de trabalho.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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